As publicações da, e sobre a, FSM

A publicação de elementos respeitantes à FSM, seja na vertente da sua divulgação, seja na da contextualização ou promoção comercial (pelo próprio apelo aos anunciantes, e retorno financeiro daí derivado) é uma marca da existência e materialização da FSM durante grande parte do século XX e na totalidade do presente.

A organização taxonómica, poder-se-à abordar, antes de mais, por duas dimensões: as publicações oficiais (da entidade que formalmente organizava ou de algum modo possuía responsabilidades quanto à organização e gestão da Feira) e neste caso, ou directamente ou por concessão; e as publicações não-oficiais, que desde a década de 1930 foram realizando o seu caminho, com títulos alusivos à Feira e, em certas ocasiões, “mimetizando” na quase totalidade, o conteúdo de uma publicação oficial. O objectivo central destas últimas, aparenta ser eminentemente comercial, pela possibilidade que vertia da existência de uma tal publicação: a venda de espaço na publicação, mediante a inclusão de anúncios, associando-se o anunciante a um certame que, quanto mais não seja pela reiterada existência de múltiplas publicações num período específico do ano, revela a importância da FSM e sua capacidade mobilizadora. Em nomenclatura actual, dir-se-ia, que a FSM era uma “marca com elevado potencial”. É, no entanto de frisar que, a primeira publicação de que se tem conhecimento, inserir-se-à no âmbito das “não oficiais“, podendo ler-se como uma inovação que a Organização do certame apenas mais tarde reclamou ou soube trazer para si.

Mas, fosse qual fosse a origem da publicação, e disso se tratava anteriormente, há, em termos de titulação, um conjunto diversificado de “referenciações”, ainda que nem sempre “auto-referenciações”: Programa; Programa Oficial; Revista; Livro. Há, por outro lado, o formato do objecto publicado que pode entender-se, ainda que nem sempre com sucessão ou manutenção ao longo de um período de tempo definível, como: brochura; revista; livro; panfleto; desdobrável. Por fim, o conteúdo, discorrendo da mera apresentação (com múltiplos, ou nenhum anúncio externo) do programa; ao programa com uma nota introdutória/editorial; o programa com um complemento (mais ou menos extenso) de textos históricos, turísticos, etc., traduzindo-se num programa-revista/revista-programa; a revista, destinada a – com ou sem o programa inserido nas suas páginas – apresentar uma visão da cidade e seus agentes institucionais (com alguns apontamentos históricos, frequentemente quanto à FSM); ou o livro, mais de intenção que de prática, mas que, na década de 2000 se apresenta mais extenso na volumetria, ainda que repercutindo o pressuposto anteriormente indicado para a revista. Por fim, durante a década de 2000, o formato do programa apresenta variantes oficias, como identificados, a partir de 2003 e até 2007, alguns exemplos de programa e simultaneamente, em objecto e publicação autónoma, um programa e reportagem de inauguração. Há igualmente situações em que coexistem os programas e as revistas-programa, de uma mesma proveniência oficial; e outros caos em que o programa apenas é inserido numa publicação autónoma, de pequeno formato e a revista, mais apta a acolher publicidade e textos.

Para as finalidades desta WIKI, tomar-se-à o seguinte procedimento e de modo a tornar a elencagem dos elementos bem como a navegação dentro da WIKI, o mais simples possível: o título de entrada assumirá a abordagem quanto ao conteúdo, podendo assumir-se como programa [publicação cujo conteúdo central seja o da discriminação por dia e actividade, da programação da edição em causa da FSM, com ou sem editorial ou nota introdutória e independentemente da quantidade de anúncios ou páginas destinadas aos mesmos] ou revista [publicação mais extensa, em comparação com o programa, que pode ou não conter o programa nas suas páginas, e que inclui um conjunto substancial de textos de índole histórica, turística, institucional, etc.], seguido da distinção entre oficial ou não oficial. No campo “Descrição”, procurar-se-à adicionar os dados que permitam a identificação do objecto, quer ao nível da sua auto-referenciação, quer quanto ao procedimento inerente à sua composição.

Para o conjunto de publicações que especificamente assumam um título (maioritariamente no que se entenderia por “publicações não oficiais”), serão apresentadas com essa designação, podendo existir relevo no complemento ou análise mais alargada, no campo “Descrição”.

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