Porquê uma WIKI sobre a Feira de São Mateus [FSM], de Viseu?

[a WIKI FSM encontra-se em actualização permanente: Versão Beta]

Desde que em Maio de 2015 se iniciou formalmente o processo associado ao Projecto de Estudo da História da – actualmente – Feira de São Mateus [FSM], de Viseu, que uma das principais preocupações decorria da ausência de uma plataforma unitária onde compilar um conjunto amplo de informação derivado da própria dinâmica da FSM ou que sobre e quanto à FSM tivesse sido produzido. De modo imediato e em circunstâncias similares, o protótipo funcional seria o de um Arquivo (utilizando aqui o termo de modo lato) onde se houvesse procedido à elencagem dos materiais existentes, e o quando, onde e como, haviam sido tratados e disponibilizados (fosse pela via de encontros científicos ou em manifestações e materializações mais vocacionadas a múltiplos públicos e intervenientes).

A única referência existente em termos de contribuir para esse desígnio era, apesar das suas condicionantes, a correntemente denominada “Revista da Feira”. Numa primeira acepção pela sua existência alargada dentro do século XX, e fundamentalmente porque havia sido ponderada – ao menos desde há algumas décadas a esta parte – como suporte ideal para a apresentação de textos mais ou menos fundamentados (as menções individuais/opinativas são de si, também, necessárias e valorizáveis) quanto à historicidade, evolução e impacto do certame FSM. O putativo Arquivo que se descortinava uma necessidade – e um dos fundamentos para a própria existência do mencionado Estudo – era na prática inexistente. Por outro lado e congregando os múltiplos intervenientes (individuais e colectivos, formais e informais) da e na FSM, poder-se-ia presumir – como se verificou, de resto – que existia um conjunto alargado de núcleos documentais e materiais, vulgo arquivos e colecções, dispersos. Entre outros, mas desde logo e de modo directo, os Arquivos Municipal e Distrital; os vários dossiers de informação à guarda do próprio Município de Viseu ou em unidades sob sua tutela (nomeadamente o Museu Almeida Moreira); ou ainda entidades externas sistematicamente presentes na FSM, como o Museu Nacional Grão Vasco, o GICAV e o Cine Clube de Viseu.

Porém, aos privados, colectivos ou em nome individual, se deve muito do que possam ser os registos – materiais e perceptivos – da FSM e sua existência. Tal procura resultou em “fragmentos” múltiplos que se interligam e permitem construir uma imagem mais unitária. Dos visitantes, aos participantes em actividades que durante o certame ou apenas no espaço dito da Feira tenham ocorrido, sem esquecer ainda que com mediadas circunstâncias de acesso, os “Feirantes” – de todos os mais marcantes.

Estes vários arquivos/colecções tendiam ou antes necessitavam de um meio comum para a sua leitura e posterior disponibilização a quem da FSM faça seu objecto de análise – um outro objectivo do Estudo Histórico: a criação de uma base funcional para posteriores estudos. Assim, pela necessidade de um Arquivo e pela existência de múltiplos arquivos, o modelo escolhido e pré-testado foi o de uma plataforma online, que utilizasse uma linguagem já disseminada ou ao menos não desconhecida da maioria dos potenciais utilizadores, bem como pudesse garantir, em si, a necessária flexibilidade que se exige a um acervo informático proveniente de fontes distintas e com distintas necessidades de catalogação e apresentação. Dessa consideração nasceu a WIKI FSM.

A WIKI FSM não presume a totalidade da informação no imediato, antes, e sobretudo, quanto ao seu próprio processo de construção, materializar-se na adição progressiva de informação que complemente e sustente um conjunto de indicadores – por vezes – quase “míticos”, mas a que falta verificação documental ou artefactual. Consagrá-los como realidade ou como “lenda”, poderá ser um dos resultados desta plataforma. Por outro lado, ainda que a WIKI FSM não permita a adição directa de conteúdos, permite, aceita e incentiva a partilha da informação, garantindo as necessárias e devidas referências a fontes e contribuidores numa dinâmica de validação e disponibilização posterior.

Registar uma História da Feira [Franca, de Viseu, ou de São Mateus] deve inevitavelmente iniciar-se pelo Presente e pelo que o Presente da FSM conhece, para que os registos fundacionais da mesma surjam sem matizes ou pre-juízos. Registar uma História da Feira, é igualmente o registo da História da cidade e da região em que se integra e essa é a grande lição do Estudo Histórico da Feira de São Mateus. Para cumprir cabalmente esse pressuposto, são necessários todos os que da FSM conheçam ao menos a sua própria experiência enquanto visitantes. Fica o apelo. Fica o convite.

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